Sábado de manhã tem um ritmo próprio.
É quando o despertador pode esperar um pouco, o café dura mais do que de costume e a casa parece acompanhar a vontade de começar o dia devagar.
A arte de “Sábado de Manhã”, criada por Hellen Vieira, guarda essa sensação. No centro da cena, uma mulher ocupa seu próprio momento de pausa. Ao redor dela, estampas, plantas, objetos cotidianos e elementos quase mágicos constroem um universo íntimo, cheio de cor e pequenos detalhes.

É uma imagem sobre estar presente — sem precisar correr para o próximo compromisso.
Uma relação intuitiva e afetiva com a arte
Hellen nasceu e vive em Maringá, no Paraná. Desde a infância, foi incentivada a experimentar a criatividade e frequentou cursos que lhe permitiram conhecer diferentes técnicas, linguagens e profissionais.
Aos poucos, a arte deixou de ser apenas uma atividade entre outras e passou a fazer parte de sua rotina de maneira muito natural. Quando percebeu, Hellen já se reconhecia e se apresentava como artista.
Sua relação com a ilustração é intuitiva e afetiva. Desenhar é a forma que encontrou de organizar sentimentos, pensamentos e imagens que existem dentro dela.
É também um lugar de liberdade: um espaço onde pode inventar mundos, elaborar emoções e se comunicar sem precisar explicar tudo com palavras.
Mulheres no centro de suas próprias histórias
As mulheres são protagonistas nas obras de Hellen.
A artista procura expressar a força, a sensibilidade e a complexidade do feminino sem reduzir essas experiências a uma ideia só. Suas personagens podem ser delicadas e intensas, contemplativas e cheias de presença.

Ao redor delas, natureza, cotidiano e imaginação se misturam. Folhas convivem com objetos da casa, estampas ocupam grandes áreas e símbolos discretos fazem a cena parecer familiar e misteriosa ao mesmo tempo.
São universos que celebram o feminino em toda a sua potência — e que convidam cada pessoa a criar a própria leitura.
Como nasceu Sábado de Manhã
O processo criativo desta ilustração foi fluido desde o início.
Quando recebeu a proposta, Hellen imaginou um cenário acolhedor, com elementos cotidianos e uma personagem capaz de criar uma conexão imediata com quem observa.
Ela queria que a imagem tivesse aquela sensação de reconhecimento: talvez um canto da casa, uma estampa conhecida, um momento que já vivemos ou gostaríamos de viver.
Ao mesmo tempo, preservou os elementos que fazem parte de sua linguagem visual. As cores, os padrões maximalistas e a composição rica em detalhes transformam cada pedaço da obra em uma pequena ilustração.
Uma pausa construída peça por peça
Ao se transformar em um quebra-cabeça de 1500 peças, a arte ganhou uma nova maneira de ser observada.
Durante a montagem, as estampas ajudam a criar caminhos. Plantas, objetos e pequenos símbolos começam a se conectar. O cenário aparece aos poucos, e cada parte pede um pouco de atenção antes de encontrar seu lugar.

É uma montagem para os dias em que a gente quer estar perto de si. Colocar uma música, preparar alguma coisa gostosa para beber e deixar o tempo passar sem contar as horas.
No final, a imagem completa guarda a mesma sensação do começo: recolhimento, liberdade e a tranquilidade de não precisar estar em nenhum outro lugar.
Música para uma manhã sem pressa
“Sábado de Manhã” também ganhou uma playlist pensada para acompanhar o tempo da montagem.
São músicas para deixar tocando enquanto as cores se organizam e os detalhes aparecem — uma trilha para transformar a mesa em um pequeno espaço de pausa.
Você pode ouvir a playlist aqui.
Para conhecer mais sobre o trabalho de Hellen Vieira, visite seu perfil no Instagram: @hellnv.