Algumas imagens parecem guardar dentro delas um instante inteiro da vida. A ilustração do quebra-cabeça de 1000 peças “Domingo no Parque”, criada por Danielli Gomes Prazeres, nasce justamente desse tipo de lembrança — um momento simples, vivido ao lado de sua filha, que se transforma em um universo cheio de cor, afeto e imaginação.
Danielli cresceu em Rio Negrinho, no interior de Santa Catarina, e desde muito cedo encontrou no desenho uma forma de expressar o que sentia. Formada em Moda, construiu uma trajetória de mais de 16 anos como designer de superfície, criando estampas e composições visuais que transformam emoções, memórias e sensações em imagem.
Para ela, ilustrar é muito mais do que desenhar.
“Minha conexão com a arte é uma forma de entender o mundo e me entender dentro dele. Ilustrar é dar forma a emoções, memórias ou desejos — traduzir o invisível em imagem.”
Seu trabalho nasce justamente desse encontro entre o que se sente e o que se deseja compartilhar. Ao criar, Danielli acessa camadas profundas de si mesma e constrói imagens que convidam o olhar a desacelerar e permanecer.
Um parque cheio de histórias
A arte de Domingo no Parque surgiu a partir de uma fotografia tirada durante um passeio com sua filha. A partir desse registro afetivo, Danielli imaginou um cenário onde memória e imaginação se encontram.

O parque se transforma em um jardim vibrante e cheio de detalhes: frutas tropicais, flores exuberantes, pequenos animais e até o gato preto da artista aparecem espalhados pela composição. Cada elemento acrescenta uma camada de brasilidade e fantasia à cena.
O resultado é uma paisagem lúdica e calorosa — um daqueles momentos que gostaríamos de guardar dentro de um potinho e revisitar sempre que o coração pede calma.

Mais do que representar um lugar, a artista busca transmitir uma sensação.
“Quero expressar momentos bons, aquela sensação quentinha que mexe com o coração — uma mistura de nostalgia, tranquilidade e alegria.”
A arte como tradução de sentimentos
A natureza, as relações humanas e as pessoas ao seu redor estão entre as principais inspirações de Danielli. Em suas ilustrações, esses elementos aparecem reinterpretados em composições ricas em cor, textura e movimento.
Seu trabalho convida o olhar a passear pela imagem — descobrindo pequenos detalhes que surgem aos poucos, como acontece com as próprias lembranças.
Ao montar o quebra-cabeça inspirado em sua obra, a experiência se aproxima do próprio processo criativo da artista: peça por peça, a imagem ganha forma e revela sua história.
Uma trilha sonora para acompanhar a montagem
Para tornar a experiência ainda mais especial, Danielli também criou uma playlist para acompanhar a montagem do quebra-cabeça.
A seleção começa com a brasilidade de Gilberto Gil e Gal Costa, passa pela sensibilidade de Rubel e O Terno, e segue com a energia leve de bandas como Phoenix, Arctic Monkeys e Vampire Weekend.
São músicas que lembram tardes ensolaradas, passeios ao ar livre e encontros que ficam na memória — a trilha perfeita para montar cada peça com calma.
A playlist completa pode ser ouvida aqui.