Há imagens que a gente não olha apenas uma vez. O olhar entra, passeia, volta por outro caminho e sempre encontra alguma coisa nova.
“Floresta Viva”, criado por Larissa Sugahara, tem esse movimento. Entre folhas que se atravessam, flores abertas, onça, arara e macaco, a fauna e a flora brasileiras formam uma mata abundante, colorida e cheia de pequenos encontros.
É como se tudo estivesse acontecendo ao mesmo tempo — um galho crescendo, um animal surgindo entre as folhas, uma cor chamando a outra para perto. E, quando essa floresta se transforma em um quebra-cabeça de 2000 peças, a vontade é justamente esta: entrar devagar e descobrir o que vive em cada canto.
Uma artista que encontra beleza na natureza
Larissa nasceu e vive em Campinas, São Paulo. Formada em design gráfico, conta que a arte está presente em sua vida desde muito cedo. Mais do que uma escolha profissional, criar sempre foi uma forma de reconhecer e revelar a própria essência.
Para ela, ilustrar é muito mais do que fazer um desenho bonito. É uma maneira de transformar sentimentos, lembranças e afetos em cor, forma e vida — e também de colocar um pouco mais de beleza no mundo.
Sua inspiração vem principalmente da natureza. Botânica, folhagens, animais, formas livres e texturas marcantes aparecem em seu trabalho com personalidade, sem a preocupação de deixar tudo quieto ou perfeitamente comportado. Seus traços parecem querer crescer para além do papel.
O encantamento pelas coisas que quase passam despercebidas
Quando cria, Larissa busca chamar atenção para uma beleza que muitas vezes escapa na pressa dos dias.
A natureza brasileira, tão rica e exuberante, ocupa um lugar central em seu imaginário. É dela que vêm as cores intensas, a variedade de formas e aquela sensação de que sempre existe mais alguma coisa para observar.
Seu desejo é que quem encontra suas imagens sinta um pouco do mesmo encantamento que ela sente durante o processo criativo. Uma pausa breve, talvez. Um olhar mais atento. A lembrança de que ainda há muita vida acontecendo ao nosso redor.
Como nasceu Floresta Viva
Antes de começar a desenhar, Larissa mergulhou em uma pesquisa sobre espécies da fauna e da flora brasileiras. Reuniu referências, observou cores, texturas e formatos, e escolheu os elementos que mais despertavam sua curiosidade.
Depois veio sua parte favorita: construir a composição e acompanhar cada elemento encontrar naturalmente o próprio lugar.
A onça, a arara, o macaco, as flores e as folhagens não aparecem como personagens isolados. Eles se conectam e formam um pequeno ecossistema visual, onde tudo contribui para a sensação de abundância.
O nome veio dessa impressão de que a mata não está parada. Ela pulsa, cresce e respira. Está viva.
Uma floresta para descobrir com as mãos
Em 2000 peças, a experiência de observar a imagem muda de ritmo.
Primeiro, reconhecemos grandes campos de cor. Depois aparecem as curvas das folhas, as texturas dos animais, os espaços entre os galhos e as flores escondidas. O que parecia apenas um detalhe começa a ocupar o centro da atenção.
Larissa espera que a montagem provoque a mesma calma que sentiu enquanto criava a obra: aquela sensação gostosa de estar inteira em uma atividade, sem pressa de chegar ao final.
Num cotidiano tão cheio de estímulos, “Floresta Viva” é um convite para diminuir o volume de fora e se aproximar, peça por peça, da riqueza que existe na natureza brasileira.
Uma trilha sonora para entrar no clima
Para acompanhar esse passeio pela floresta, criamos uma playlist pensada para o tempo da montagem.
É só colocar para tocar, separar as peças e deixar que música, cor e natureza façam companhia durante a pausa.
Você pode ouvir a playlist aqui.
Para conhecer outros trabalhos de Larissa Sugahara, visite seu perfil no Instagram: @larisugahara.art.

